Sair fora das fronteiras, das amarras, do cotidiano que secou...como uma terra que morre por falta de água...de cuidado.Cuidar de mim, vasculhar as gavetas, e ver o que tem ainda.
Não vou levar bagagens...apenas viajar, estradas novas, esquecer de mim, me refundar, exorcizar o meu fim e quem sabe voltar.
E para onde voltar ? Para mim? Não....essa estação está acabada...está desolada nos escombros, como uma tapera abandonada, sem vida, sem o sangue para caminhar nas artérias, e entupidas por descasos, decepções que o tempo presenteou.
Viajar para se descobrir, se renovar...encher o tanque de novas energias, que dissabores me inundaram no caminhar.
Não levarei ressentimentos...de tipo algum. Apenas viajar, e ir me esperançar, me rebobinar e jogar fora os filmes que carrego na minha cinemateca que estão vencidos, mofos pela intempérie das horas vividas, pois esses, não vão ganhar nenhum Oscar nesse mundo. E, sei que não terão e nem virão aplausos e nem estatuetas, para homenagens.
Vou viajar, e é preciso encher o tanque, de mudar a casca, conceitos das coisas que se acreditou que um dia dentro de minha estupidez acreditei.
Acreditei em muitas coisas...como um desvairado..teimoso, nesse mundão do Criador.
Levarei..o pior e o melhor de mim...para longe.
Se der tempo eu voltarei...e se não der, ficarei quem sabe num infinito inalcançável.
O motor do meu carro foi despedaçado, quero esquecer.
Não vamos afrouxar o garrão, a luta continua.
14/03/26
23h38min.